Em defesa de Rubens Barrichello (com um pouco de atraso) 

Rubinho é um vencedor, por inúmeros fatores. O brasileiro é o piloto mais longevo da história da Fórmula 1. Venha conhecer mais dessa história.

Sim, o título pode parecer irônico em face de todas as piadas e gracejos que Rubinho precisou aturar ao longo da sua grande carreira no automobilismo.  

Mas na verdade, não. Esse texto é uma defesa verdadeira, ainda que tardia, a um dos pilotos mais injustiçados da história, que sofreu com comparações e expectativas no mínimo injustas de uma nação que acreditou que ele deveria ser alguém que não era.  

Rubinho, apelido carinhoso que ganhou e que muitas vezes não correspondeu à crueldade com que foi tratado, foi um dos pilotos mais talentosos de sua geração enquanto esteve nas pistas. Ganhar ou não ganhar, em uma categoria tão disputada, é mero detalhe; no final, entre 20 e tantos pilotos, só um é o campeão. E isso não significa que os outros sejam ruins. 

Não obstante, Rubinho é um vencedor, por inúmeros fatores. O brasileiro é o piloto mais longevo da história da Fórmula 1: foram 326 GPS, em 19 anos ininterruptos de serviço à grandes escuderias, um recorde até hoje. Um piloto que não fosse muito bom teria esse espaço durante quase duas décadas em um dos esportes mais excludentes, elitizados e de alto desempenho do mundo? Pouco provável.  

Ainda nesse sentido, Barrichello participou de um esporte em que há apenas 20 e poucos outros talentos participantes. Para todos os efeitos, os melhores que existem em seu ramo. Quantas pessoas que tiraram sarro de Rubinho podem dizer que já fizeram parte de um seleto grupo de 20 pessoas excepcionais que atingiram o topo do seu mercado profissional?  

Barrichello dirigiu uma Ferrari, a maior escuderia do mundo, por 5 temporadas. Outro fato difícil de acreditar, além dos que já foram expostos acima, é de que a gigante italiana daria o seu carro nas mãos de alguém que julgasse não ser apto para isso, e por tanto tempo.  

Rubinho terminou sua carreira na Fórmula 1 com 326 corridas, com 11 vitórias, 14 pole positions, 68 pódios e 658 pontos acumulados em uma época em que a FIA distribuía muito menos pontos do que hoje. Esses números, mais do que sólidos, provam a importância de Rubens para a categoria e para a tradição do Brasil na Fórmula 1. Levando em consideração, por exemplo, que o nosso país tem, no total, 101 vitórias na F1, Rubinho detém então os seus 10% de participação nisso, um número extraordinário.  

Além de dois vice-campeonatos na Fórmula 1 (2002 e 2004), o piloto brasileiro ainda correu na Fórmula Indy, foi campeão em outras categorias, como a F3 britânica e Fórmula Opel, e é pentacampeão brasileiro e campeão sul-americano de kart.  

Se Rubinho foi rotulado por tanto tempo como lento, muito disso foi por injustiça de um povo que colocou em seus ombros as expectativas de ali estar um novo Senna, algo impossível e que ele sequer almejava. E se Barrichello ainda hoje é estigmatizado como atrasado, esperamos que seu reconhecimento não ocorra de forma tão devagar quanto muitas vezes o julgaram. 

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