Tudo sobre o Campeonato Brasileiro de futebol

Brasileirão é um dos torneios mais importantes do mundo

Corinthians campeão brasileiro

O Campeonato Brasileiro de Futebol  é a principal competição futebolística do Brasil. Também conhecido como Brasileirão ou Série A, é organizada pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF), a liga reúne clubes de todo o país em uma disputa acirrada pelo título nacional. O Brasileirão é uma das ligas de futebol mais valiosas do mundo, a principal fora da Europa.

Desde sua criação em 1959, o Torneio nacional passou por diversas mudanças e desafios para se estabelecer como uma competição unificada em nível federal. 

Torneios estaduais dominavam

Diferentemente de outros países sul-americanos, o futebol brasileiro tinha uma estrutura fragmentada, com forte influência das federações estaduais e rivalidades entre dirigentes paulistas e cariocas. 

A Confederação Brasileira de Desportos (CBD), precursora da CBF, inicialmente priorizava um Campeonato Brasileiro entre Seleções Estaduais. Somente em 1959 foi criada a Taça Brasil, primeiro torneio nacional de clubes, seguido pelo Torneio Roberto Gomes Pedrosa, que se expandiu e passou a ser considerado uma competição nacional.

Caminho conturbado até definição do formato

Uma das características históricas do Brasileirão era a falta de padronização no sistema de disputa, com mudanças frequentes nas regras e número de participantes. Somente a partir de 2003 foi adotado o sistema de pontos corridos, no qual todas as equipes se enfrentam em turno e returno ao longo da temporada. O Bahia foi o primeiro campeão brasileiro em 1959, e o Palmeiras é o clube com o maior número de títulos, com onze conquistas.

A liga mais valiosa do continente americano

O Campeonato Brasileiro é considerado uma das ligas mais fortes do mundo. É a liga mais valiosa do continente americano e a sexta em termos globais. Ela se destaca por sua competitividade e equilíbrio, com diversos clubes de diferentes estados e cidades conquistando o título ao longo dos anos. É considerado uma das ligas mais fortes do mundo, valorizada internacionalmente e transmitida para mais de 150 países.

Além disso, o Brasileirão é conhecido por reunir clubes com títulos de “campeões mundiais” e por ser a segunda competição com mais títulos da Copa Libertadores da América.

A cada temporada, o Campeonato Brasileiro atrai a atenção dos torcedores e apaixonados por futebol, que acompanham de perto a disputa acirrada entre os clubes em busca do título nacional. É uma competição que reflete a paixão e a grandeza do futebol brasileiro, consolidando sua importância no cenário esportivo nacional e internacional.

História do brasileirão

O início: 1922–1959

A consolidação no Brasil gerou desafios na criação de um sistema de competição nacional. No início do século XX, surgiram entidades como a FBS e a FBF para buscar uma organizar o futebol, mas foram substituídas pela CBD. A CBD foi responsável por representar o Brasil em competições internacionais, como o Campeonato Sul-Americano de Futebol. No entanto, a falta de recursos e os conflitos entre as ligas cariocas e paulistas dificultaram a realização de torneios nacionais.

Em 1920, o jornal O Estado de S. Paulo mencionou o Paulistano como “campeão brasileiro de futebol” após vencer o Fluminense. A CBD criou o Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais em 1922, que se tornou o principal projeto da confederação.

Na década de 1930, surgiram tensões relacionadas ao amadorismo e profissionalismo no futebol brasileiro. Alguns clubes paulistas e cariocas romperam com a CBD e formaram a FBF, que organizou o primeiro campeonato brasileiro de clubes profissionais em 1933. No entanto, o torneio foi interrompido devido a disputas políticas, sendo retomado em 1940. A partir de 1950, o Torneio Rio-São Paulo passou a ser realizado anualmente. A FBF também organizou a Copa dos Campeões Estaduais em 1937.

No final da década de 1930, FBF e CBD chegaram a um acordo, com a FBF participando da gestão do futebol no Brasil. Com o Decreto-Lei 3.199 de 1941, a FBF foi dissolvida e incorporada pela CBD.

O Campeonato Brasileiro de Seleções Estaduais permaneceu como a principal competição nacional, mas os principais clubes resistiram a ceder seus jogadores.

Taça Brasil e o Torneio Roberto Gomes Pedrosa/Taça de Prata: 1959–1970

A Confederação Brasileira de Desportos (CBD) buscou soluções para a falta de uma competição nacional. Em 1955, durante o Congresso Brasileiro de Futebol, foi aprovada a criação da Taça Brasil, um torneio anual que incluía clubes de todo o país. A primeira edição ocorreu em 1959, reunindo dezesseis participantes. O Bahia sagrou-se o primeiro campeão brasileiro ao derrotar o Santos na final.

Em seguida, o Palmeiras manteve a hegemonia paulista ao vencer o Fortaleza na final. O Santos então se destacou, conquistando cinco títulos consecutivos, incluindo um pentacampeonato em 1965. O torneio sofreu mudanças em 1967, passando a ser chamado de Torneio Roberto Gomes Pedrosa ou “Robertão” e sendo organizado pela CBD. Nesse período, ocorreu uma disputa simultânea entre a Taça Brasil e o Robertão, resultando em diferentes órgãos de imprensa considerando diferentes clubes como “campeões brasileiros”.

Em 1968, o Palmeiras venceu as duas competições nacionais, tornando-se a única equipe a alcançar esse feito. A partir de então, somente o Robertão permaneceu em disputa, consagrando o Palmeiras em 1969 e o Fluminense em 1970 como campeões. Durante esse período, outros clubes fora do eixo Rio-São Paulo, como Internacional, Grêmio, Atlético Mineiro e Cruzeiro, também obtiveram boas colocações.

Campeonato Nacional de Clubes e a Copa Brasil: 1971–1979

Em 1971, a CBD transformou o Torneio Roberto Gomes Pedrosa em Campeonato Nacional de Clubes, posteriormente conhecido como Campeonato Brasileiro. A primeira edição teve o Atlético Mineiro como campeão. O novo campeonato incluía equipes de vários estados brasileiros, mas ainda não havia promoção e rebaixamento por critérios técnicos.

Durante esse período, a ditadura militar influenciava o futebol, buscando aumentar o número de clubes na competição para torná-la mais nacional. Em 1975, João Havelange deixou a CBD para assumir a FIFA, e um novo troféu, o Troféu Copa Brasil, foi instituído. O campeonato passou a ser chamado oficialmente de Copa Brasil.

De 1972 a 1987, os campeonatos estaduais serviam como classificatórios para o Campeonato Brasileiro, embora houvesse convites a clubes que não se saíam bem nos estaduais. Essa situação causou protestos e levou à retirada de todos os grandes clubes de São Paulo da competição em 1979. Durante esse período, Palmeiras, Vasco da Gama, Internacional, São Paulo e Guarani conquistaram títulos, com o Guarani sendo o primeiro campeão representante de uma cidade do interior.

Os campeonatos nacionais de clubes no Brasil passaram por diversas transformações ao longo dos anos, mas sempre mantendo a paixão e o envolvimento dos torcedores em todo o país.

Criação da CBF: 1980–1988

A criação da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) em 1980 marcou um novo momento para o esporte brasileiro. A entidade introduziu o Campeonato Brasileiro reformulado, chamado de Taça de Ouro, com dois níveis de competição, posteriormente aumentado para três. A CBF também criou um novo troféu para premiar o campeão, enquanto a réplica da antiga Copa Brasil continuou sendo entregue pela Caixa Econômica Federal.

Essas mudanças no campeonato nacional e na estrutura da CBF foram motivadas pelo declínio das bases financeiras do futebol brasileiro e pela diminuição da influência do governo militar, que costumava intervir e aumentar o número de clubes participantes. A crise do petróleo dos anos 1970 teve efeitos retardados no Brasil, impactando a economia do país e afetando o sistema do esporte.

Em 1987, a CBF anunciou problemas financeiros e não pôde realizar o campeonato nos moldes anteriores. Os treze clubes mais populares do Brasil formaram o Clube dos 13 e organizaram um torneio próprio, a Copa União. Para conciliar os interesses da CBF e do Clube dos 13, foi estabelecido um sistema de disputa com dois módulos, verde e amarelo, culminando em um cruzamento entre os campeões e vice-campeões de ambos os grupos. No entanto, o Flamengo e o Internacional se recusaram a participar desse cruzamento e foram eliminados, resultando na consagração do Sport como campeão brasileiro de 1987.

Em 1988, a CBF decidiu reduzir o número de participantes na Copa União, com apenas 24 equipes, e implementou um sistema de acesso e descenso pela primeira vez. Dessa forma, a competição foi mais competitiva e em conformidade com as exigências da FIFA. Os últimos quatro colocados da primeira divisão foram rebaixados para a segunda divisão em 1989, substituídos pelos campeões e vice-campeões da Divisão Especial de 1988.

Durante essa fase, Flamengo, Grêmio, Fluminense, Coritiba, São Paulo, Sport e Bahia foram campeões do Campeonato Brasileiro. Esses anos representaram um período de evolução e adaptação do futebol brasileiro às mudanças estruturais e competitivas.

Mudanças no campeonato: 1989–2002

Ricardo Teixeira assumiu a presidência da CBF em janeiro de 1989, enfrentando desafios financeiros. Ele conseguiu reverter a situação através de contratos lucrativos envolvendo a Seleção Brasileira, aumentando as receitas do Campeonato Brasileiro por meio de cotas de TV e patrocínios. No entanto, sua gestão também foi marcada por denúncias de corrupção.

A partir de 1987, o Campeonato Brasileiro passou por mudanças significativas, com a criação da Copa União. Isso resultou em uma redução no número de participantes, excluindo clubes de regiões menos populares e dando destaque aos clubes considerados “grandes”. Para acomodar esses clubes e as federações de menor expressão, a CBF teve que criar a Copa do Brasil em 1989, permitindo a participação de clubes de todos os estados. Essa competição secundária foi nomeada oficialmente como Campeonato Brasileiro, diferenciando-a da antiga Copa Brasil.

Abel Ferreira campeão com o Palmeiras
Abel Ferreira campeão com o Palmeiras

Na edição de 1999, foi adotado um sistema de rebaixamento semelhante ao do Campeonato Argentino de Futebol, mas durou apenas uma temporada. Durante a competição, surgiu um escândalo envolvendo a irregularidade de registro do jogador Sandro Hiroshi. Como resultado, o São Paulo foi punido e teve seus jogos anulados, alterando imediatamente os resultados. Internacional e Botafogo ganharam pontos, resultando no rebaixamento do Gama. O Clube dos 13 organizou a Copa João Havelange em 2000 devido ao processo movido pelo Gama contra a CBF, e Fluminense e Bahia, ambos da Série B, foram convidados a participar da competição.

Durante esse período, Vasco da Gama, Corinthians, São Paulo, Palmeiras, Botafogo, Atlético Paranaense e Santos conquistaram o título do Campeonato Brasileiro. Esses anos representaram uma fase de transformação e controvérsias no futebol brasileiro.

Adoção do sistema de pontos corridos

Há 20 anos, o Brasileirão entrava em uma nova fase ao adotar de vez os pontos corridos como o sistema definitivo para o Campeonato Brasileiro.

O sistema foi de fato adotado, mas não sem resistência. Alguns dirigentes foram extremamente contra, como Eurico Miranda, então presidente do Vasco, que prenunciou a morte do futebol brasileiro. Outros já aprovaram a ideia, principalmente Juvenal Juvêncio, após o seu São Paulo fazer a melhor campanha do Campeonato Brasileiro de 2002, e mesmo assim cair para o Santos de Robinho, Diego e cia nas quartas de finais da competição daquele ano.  

Um torneio mais justo 

A CBF avaliou que o sistema de pontos corridos premiaria o time com o melhor planejamento e consistência ao longo do ano, sem dar chances para zebras que eventualmente ocorrem em um sistema de mata-mata. Dessa forma, o time que terminasse o campeonato com uma campanha sólida, seria o justo campeão, sem maiores imprevisto

Copa do Brasil 

Uma das justificativas para mudança de sistema, foi o fato de que, com a Copa do Brasil disputada em mata-mata, era preciso ter outra competição nacional em moldes distintos, contemplando, assim, todos os gostos.  

Isso é o que acontece hoje em dia, com as duas competições ocorrendo em paralelo, mas de maneiras diferentes. O Brasileirão premia a consistência ao longo do ano, já a Copa do Brasil abre margem para jogos grandes em que tudo pode acontecer.  

Igualdade com os maiores campeonatos do mundo 

Mudar para os pontos corridos foi uma medida que buscou ir de encontro com a tendência dos principais campeonatos nacionais do mundo, que já eram disputados desse jeito, como o espanhol, inglês e italiano.  

Segundo a entidade, isso modernizaria o futebol brasileiro e faria a nossa liga se equiparar às europeias e, inclusive, ajudaria a aumentar as receitas com a venda de Pay Per View e também a desinchar o calendário nacional.

Formato atual da competição

O Campeonato Brasileiro é disputado por 20 clubes ao longo da temporada, de abril a dezembro. Cada clube enfrenta os outros duas vezes, em um total de 38 jogos, seguindo o sistema de pontos corridos. As equipes recebem três pontos por vitória e um ponto por empate, sem pontos atribuídos para derrotas.

A classificação das equipes é determinada pela pontuação total, seguida pelo saldo de gols e pelos gols marcados. Em caso de empate entre clubes, os critérios de desempate são: número de vitórias, saldo de gols, gols pró, confronto direto, menor número de cartões vermelhos recebidos e menor número de cartões amarelos recebidos.

Qualificação para competições internacionais

A partir de 2016, os seis melhores times do Brasileirão se classificam para a Copa Libertadores, com os quatro primeiros entrando diretamente na fase de grupos. Anteriormente, apenas os três primeiros eram classificados automaticamente. 

O quinto e sexto colocados disputam duas fases eliminatórias para garantir uma vaga na fase de grupos. Caso o vencedor da Copa do Brasil, da Copa Libertadores ou da Copa Sul-Americana esteja entre os times classificados, a vaga é repassada para o próximo time melhor colocado no campeonato. As equipes do sétimo ao décimo segundo lugar se classificam para a Copa Sul-Americana.

Os clubes brasileiros que vencem a Libertadores têm a chance de disputar a Copa do Mundo de Clubes da FIFA, a Recopa Sul-Americana (jogo entre o campeão da Libertadores e o campeão da Copa Sul-Americana) e a Copa Suruga Bank, um torneio amigável organizado pela CONMEBOL e a Associação de Futebol Japonesa, disputado pelo campeão da J-League e o campeão da Copa Sul-Americana em uma única partida realizada no Japão.

Campeões do Brasileirão

Esses são os times campeões do torneio:

Palmeiras: 11 títulos 

Santos: 8 títulos 

Flamengo: 8 títulos 

Corinthians: 7 títulos 

São Paulo: 6 títulos 

Cruzeiro: 4 títulos 

Fluminense: 4 títulos 

Vasco: 4 títulos 

Internacional: 3 títulos 

Atlético Mineiro: 2 títulos 

Grêmio: 2 títulos 

Botafogo: 2 títulos 

Bahia: 2 títulos 

Por que o Palmeiras e o Santos ganharam títulos no FAX?

Em 2010, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) unificou os títulos da Taça Brasil e da Taça Roberto Gomes Pedrosa, e reconheceu os torneios nacionais entre 1959 e 1970 como Campeonatos Brasileiros. Antes disso, esses torneios eram considerados competições à parte. 

Com a unificação dos títulos, Palmeiras e Santos passaram a ter mais conquistas em suas histórias. O Palmeiras, que até 2010 era considerado tetracampeão, se tornou octacampeão brasileiro. Já o Santos, que antes tinha dois títulos nacionais, passou a ter oito. 

Alguns clubes, como Flamengo e Internacional, questionaram a decisão da CBF, afirmando que os torneios eram diferentes e, portanto, não poderiam ser considerados como uma única competição. Mesmo assim, a unificação dos títulos foi mantida, e Palmeiras e Santos se tornaram ainda mais vitoriosos em suas histórias. E mesmo com as polêmicas, é inegável que essas conquistas ajudaram a construir a grandeza desses clubes.

Pelé no Santos
Pelé dando uma bicicleta na época em que jogava no Santos

Gringos que fizeram história no Brasileirão

A presença de jogadores estrangeiros no Campeonato Brasileiro é uma tradição que já dura décadas, por isso, vamos relembrar os gringos que fizeram história no Brasileirão

Rincón – A muralha colombiana 

Um dos primeiros jogadores estrangeiros a se destacar no Campeonato Brasileiro foi o colombiano Freddy Rincón, peça fundamental no título brasileiro do Corinthians em 1999. O volante chegou ao Timão em 1998, depois de se destacar na seleção colombiana na Copa do Mundo de 1990 e de passar pelo futebol europeu. Com seu estilo de jogo aguerrido e forte marcação, Rincón se tornou um dos ídolos da torcida corintiana. 

Tevez – O lutador 

Outro jogador que deixou sua marca no Brasileirão foi o argentino Carlos Tevez. Com passagens por grandes clubes da Europa como Manchester United e Juventus, Tevez chegou ao Corinthians em 2005, emprestado pelo Boca Juniors. Com seu estilo de jogo aguerrido e raçudo, o atacante conquistou a torcida corintiana e foi peça fundamental na conquista do título brasileiro em 2005. 

Guerrero – O artilheiro peruano 

O atacante peruano Paolo Guerrero também marcou seu nome na história do Brasileirão. Em sua passagem pelo Corinthians, entre 2012 e 2015, o atacante foi artilheiro do campeonato em 2014, com 18 gols. Guerrero também teve passagens por Flamengo e Internacional, onde também deixou sua marca. 

Conca – O maestro argentino 

O argentino Dario Conca foi um dos principais jogadores do Fluminense na conquista do título do Brasileirão em 2010. Com sua habilidade e visão de jogo, o meia foi o grande destaque do Tricolor naquela temporada. Conca ainda teve passagens por Vasco, Flamengo e Cruzeiro, onde também se destacou. 

Valdívia – O “mago” chileno 

O chileno Jorge Valdívia foi um dos principais jogadores do Palmeiras no início dos anos 2000. Conhecido como “mago”, Valdívia conquistou a torcida palmeirense com sua habilidade e criatividade em campo. Em sua primeira passagem pelo Verdão, entre 2006 e 2008, o meia conquistou dois títulos do Campeonato Paulista e um da Copa do Brasil

D’Alessandro: o ídolo do Internacional 

O argentino Andrés D’Alessandro chegou ao Internacional em 2008 e se tornou um ídolo do clube. Em sua primeira passagem pelo Colorado, conquistou a Libertadores e a Sul-Americana, além de três campeonatos estaduais. Depois de uma breve passagem pelo futebol árabe, D’Alessandro retornou ao Inter em 2014. 

Lugano: o capitão uruguaio 

Diego Lugano chegou ao São Paulo em 2003 e rapidamente se tornou um dos líderes do time. Em sua primeira passagem pelo Tricolor, conquistou dois Campeonatos Paulistas, uma Libertadores e um Mundial de Clubes. Depois de passagens por clubes europeus, como o Paris Saint-Germain, Lugano retornou ao São Paulo em 2017, já em fim de carreira, mas ainda teve momentos de destaque, como a atuação na vitória sobre o Palmeiras, que acabou com um jejum de quase um ano sem vencer clássicos. 

Gamarra: o paraguaio multicampeão 

O zagueiro paraguaio Carlos Gamarra foi um dos destaques do Corinthians bicampeão brasileiro em 1998 e 1999. Gamarra também teve passagens por outros clubes brasileiros, como Flamengo e Internacional, e é considerado um dos maiores defensores da história do futebol sul-americano. 

Arce: o lateral-direito artilheiro 

O paraguaio Francisco Arce chegou ao Palmeiras em 1998 e rapidamente se tornou um dos principais jogadores do time. Além de ser um lateral-direito muito técnico, Arce era um exímio cobrador de faltas e pênaltis e marcou gols importantes em diversas competições pelo Palmeiras

Petkovic: o sérvio que marcou época 

O sérvio Dejan Petkovic chegou ao Brasil em 1997 para jogar no Vitória, mas foi no Flamengo que se tornou ídolo da torcida. Em 2001, Petkovic marcou um gol antológico de falta na final do Campeonato Carioca, contra o Vasco, e se tornou um dos jogadores mais queridos da história do clube. Além do Carioca, Petkovic conquistou o Brasileirão de 2009 pelo Flamengo e é considerado um dos maiores estrangeiros a jogar no futebol brasileiro.

A sexta liga mais valiosa do mundo, mas clubes estão endividados

O Campeonato Brasileiro é uma das ligas de futebol mais valiosas do mundo. É a sexta liga mais valiosa e a primeira fora do “top cinco Europeu”. Os direitos televisivos do Brasileirão em 2012 ultrapassaram US$ 610 milhões, representando 57% do valor total da América Latina. Em 2023, a CBF prevê arrecadar R$ 1,123 bilhão, um recorde histórico.

No entanto, apesar do alto faturamento, os clubes brasileiros enfrentam um desafio peculiar: dívidas significativas. Em 2015, as dívidas dos clubes da primeira divisão alcançaram 4,8 bilhões de reais, mais que o dobro em relação a 2011. 

Em 2022, as dívidas dos principais clubes do futebol brasileiro registraram um crescimento significativo, aumentando em R$ 900 milhões de 2021 para 2022. De acordo com um levantamento da Ernst & Young (EY), com base nos demonstrativos financeiros das equipes referentes à última temporada, o montante total das dívidas ultrapassou a marca de R$ 11 bilhões, atingindo esse patamar pela segunda vez na história.

Entre os clubes brasileiros, o Atlético-MG, Cruzeiro e Botafogo já ultrapassaram a marca bilionária. Além disso, o Corinthians encontra-se muito próximo de alcançar esse patamar. Esses números revelam a situação financeira desafiadora enfrentada pelos clubes de futebol no país. 

A Taça

Ao longo dos anos, diferentes troféus foram utilizados para homenagear os campeões, cada um com sua própria história e significado.

Em 1954, o departamento técnico da Confederação Brasileira de Desportos (CBD) instituiu o Troféu Taça Brasil, juntamente com o título de campeão brasileiro para o vencedor. A peculiaridade desse troféu é que a CBD não produzia uma nova taça a cada edição do campeonato. 

A taça ficava permanentemente com o clube que conquistasse três títulos consecutivos ou cinco alternados. Durante o período em que o campeonato era chamado de Taça Brasil, apenas dois troféus foram confeccionados. Um deles é de propriedade do Santos, pentacampeão brasileiro no período de 1961 a 1965, e o outro pertence ao Botafogo, último campeão dessa época em 1968. Após a unificação dos títulos, alguns clubes brasileiros, como o Cruzeiro, criaram réplicas desse troféu.

Na primeira edição do Torneio Roberto Gomes Pedrosa em 1967, foram utilizados dois troféus, incluindo o troféu Abreu Sodré, oferecido ao campeão em homenagem ao governador de São Paulo. Nas edições seguintes até 1974, foram utilizadas outras versões alternativas.

Em 1975, a Confederação Brasileira de Desportos criou o Troféu Copa Brasil, popularmente conhecido como “Taça das Bolinhas”. Essa obra de arte, criada pelo artista plástico Maurício Salgueiro, tinha 60 centímetros de altura e pesava 5,6 quilos. Composto por 156 esferas (incluindo uma de ouro) banhadas a ródio para proteger a prata, todas suspensas em uma base de jacarandá. O objetivo deste troféu era premiar o primeiro clube brasileiro a vencer o Campeonato Brasileiro três vezes consecutivas ou cinco vezes alternadamente a partir de 1975. A Caixa Econômica Federal foi responsável por oferecer esse troféu. Entre 1975 e 1992, todos os clubes campeões brasileiros receberam uma réplica dessa taça.

Desde 2014, o atual troféu do Campeonato Brasileiro é entregue ao campeão, coincidindo com o início do patrocínio da Chevrolet à competição. Esse troféu possui uma parte principal banhada a ouro, pesando 15 quilos, com sessenta centímetros de altura, 45 de largura e 40 de profundidade. Esse modelo substituiu o anterior, projetado pelo artista plástico Holoassy Lins de Albuquerque, que premiou os campeões brasileiros de 1993 a 2013.

Em 2000, devido a uma suspensão da CBF pela justiça comum, foi utilizada uma taça exclusiva para aquela edição, conhecida como Copa João Havelange, que teve o Vasco da Gama como campeão.

Artilheiros do Brasileirão

Léo Briglia foi o primeiro jogador a conquistar o título de artilheiro do Campeonato Brasileiro, em 1959, ao marcar 9 gols pelo Bahia, que se sagrou campeão naquela edição. Desde então, o artilheiro jogando pelo time campeão repetiu-se em outras 20 ocasiões.

Entre os grandes artilheiros da história do Campeonato Brasileiro, destaca-se Roberto Dinamite. Ele marcou incríveis 190 gols em 328 jogos, vestindo a camisa do Vasco da Gama entre 1971 e 1992. Dinamite é o jogador com o maior número de gols na história do campeonato.

Outro destaque é Washington, que detém o recorde de maior número de gols em uma única edição do Campeonato Brasileiro. Em 2004, ele marcou impressionantes 34 gols ao serviço do Athletico Paranaense.

Esses artilheiros talentosos contribuíram para tornar o Campeonato Brasileiro uma das competições mais emocionantes do futebol mundial:

  1. Roberto Dinamite: 190 gols
  2. Fred: 158 gols
  3. Romário: 154 gols
  4. Edmundo: 153 gols
  5. Zico: 135 gols
  6. Diego Souza: 130 gols
  7. Túlio Maravilha: 129 gols
  8. Serginho Chulapa: 127 gols
  9. Dadá Maravilha: 127 gols
  10. Washington: 126 gols
  11. Luís Fabiano: 116 gols
  12. Paulo Baier: 108 gols
  13. Wellington Paulista: 108 gols
  14. Gabigol: 107 gols
  15. Alecsandro: 105 gols
  16. Kléber Pereira: 102 gols
  17. Pelé: 101 gols

Maiores goleadas

O Campeonato Brasileiro de Futebol da Série A teve diversas goleadas históricas. A maior da história ocorreu em 1983, quando a equipe do Corinthians derrotou o clube Tiradentes-PI pelo placar de 10–1, com quatro gols marcados pelo meio-campista Sócrates.

  • 9 de fevereiro de 1983 – Corinthians 10×1 Tiradentes-PI – Estádio do Canindé, São Paulo, SP
  • 19 de fevereiro de 1984 – Vasco da Gama 9×0 Tuna Luso – Estádio de São Januário, Rio de Janeiro, RJ
  • 31 de agosto de 1960 – Fluminense 8×0 Fonseca – Estádio das Laranjeiras, Rio de Janeiro, RJ
  • 19 de novembro de 1967 – Grêmio 8×0 Perdigão – Estádio Olímpico, Porto Alegre, RS
  • 4 de fevereiro de 1981 – Flamengo 8×0 Fortaleza – Maracanã, Rio de Janeiro, RJ
  • 3 de fevereiro de 1982 – Guarani 8×0 Ríver – Estádio Brinco de Ouro, Campinas, SP
  • 10 de outubro de 1968 – Santos 9×2 Bahia – Estádio do Pacaembu, São Paulo, SP
  • 16 de setembro de 1976 – Flamengo 8×1 Sampaio Corrêa – Maracanã, Rio de Janeiro, RJ
  • 23 de março de 1980 – Vitória 8×1 América-RN – Estádio Fonte Nova, Salvador, BA
  • 7 de fevereiro de 1982 – Guarani 8×1 Ceará – Estádio Brinco de Ouro, Campinas, SP
  • 2 de novembro de 1977 – Bahia 7×0 Vitória-ES – Estádio Fonte Nova, Salvador, BA
  • 30 de abril de 1978 – Guarani 7×0 Itabuna – Estádio Brinco de Ouro, Campinas, SP
  • 24 de janeiro de 1982 – Vasco da Gama 7×0 Moto Club – Estádio de São Januário, Rio de Janeiro, RJ
  • 19 de março de 1982 – Vasco da Gama 7 x 0 Internacional-SM – Estádio de São Januário, Rio de Janeiro, RJ
  • 30 de março de 1984 – Palmeiras 7×0 CRB – Morumbi, São Paulo, SP
  • 13 de março de 1985 – Flamengo 7×0 Santa Cruz – Maracanã, Rio de Janeiro, RJ
  • 8 de novembro de 1997 – Internacional 7×0 Bragantino – Beira-Rio, Porto Alegre, RS
  • 27 de abril de 2003 – Goiás 7×0 Juventude – Estádio Serra Dourada, Goiânia, GO
  • 14 de dezembro de 2003 – Cruzeiro 7×0 Bahia – Estádio Fonte Nova, Salvador, BA
  • 27 de abril de 2004 – São Paulo 7×0 Paysandu – Morumbi, São Paulo, SP
  • 28 de dezembro de 1960 – Palmeiras 8 x 2 Fortaleza – Pacaembu, São Paulo, SP
  • 2 de outubro de 1986 – Guarani 7×0 Piauí – Estádio Brinco de Ouro, Campinas, SP
  • 5 de dezembro de 1993 – Guarani 7×0 Remo – Estádio Brinco de Ouro, Campinas, SP
  • 16 de abril de 1980 – Coritiba 7 x 1 Ferroviário-CE – Estádio Couto Pereira, Curitiba, PR
  • 4 de maio de 1980 – Coritiba 7 x 1 Desportiva Ferroviária – Estádio Couto Pereira, Curitiba, PR
  • 14 de fevereiro de 1982 – Atlético Mineiro 7×1 Desportiva Ferroviária – Mineirão, Belo Horizonte, MG
  • 14 de março de 1982 – Vasco da Gama 7 x 1 Operário-MS – Estádio de São Januário, Rio de Janeiro, RJ
  • 19 de fevereiro de 1983 – Flamengo 8×2 Rio Negro – Maracanã, Rio de Janeiro, RJ
  • 26 de outubro de 1997 – São Paulo 7×1 União São João – Morumbi, São Paulo, SP
  • 5 de agosto de 2001 – Vasco da Gama 7×1 Guarani – Estádio de São Januário, Rio de Janeiro, RJ
  • 25 de novembro de 2001 – Vasco da Gama 7×1 São Paulo – Estádio de São Januário, Rio de Janeiro, RJ
  • 27 de outubro de 2004 – Fluminense 7×1 Juventude – Estádio Raulino de Oliveira, Volta Redonda, RJ
  • 6 de novembro de 2005 – Corinthians 7×1 Santos – Pacaembu, São Paulo, SP
  • 27 de julho de 2008 – Grêmio 7 x 1 Figueirense – Estádio Orlando Scarpelli, Florianópolis, SC

Maiores públicos

Essa é a lista dos 10 maiores públicos do Campeonato Brasileiro:

  • Público de 155.523 no jogo Flamengo 3-0 Santos – Maracanã, Rio de Janeiro, 29 de maio de 1983
  • Público de 154.335 no jogo Flamengo 3-2 Atlético Mineiro – Maracanã, Rio de Janeiro, 1 de junho de 1980
  • Público de 146.043 no jogo Fluminense 1-1 Corinthians – Maracanã, Rio de Janeiro, 5 de dezembro de 1976
  • Público de 138.107 no jogo Flamengo 1-1 Grêmio – Maracanã, Rio de Janeiro, 18 de abril de 1982
  • Público de 135.487 no jogo Botafogo 3-1 Flamengo – Maracanã, Rio de Janeiro, 19 de abril de 1981
  • Público de 128.781 no jogo Fluminense 0-0 Vasco da Gama – Maracanã, Rio de Janeiro, 27 de maio de 1984
  • Público de 122.001 no jogo Botafogo 2-2 Flamengo – Maracanã, Rio de Janeiro, 19 de julho de 1992
  • Público de 121.353 no jogo Flamengo 1-1 Vasco da Gama – Maracanã, Rio de Janeiro, 8 de maio de 1983
  • Público de 120.441 no jogo Flamengo 2-1 Guarani – Maracanã, Rio de Janeiro, 11 de abril de 1982
  • Público de 118.777 no jogo Vasco da Gama 2-2 Internacional – Maracanã, Rio de Janeiro, 28 de julho de 1974

Curiosidades do Brasileirão 

Esses fatos do Campeonato Brasileiro vão te deixar intrigado:

  1. Atualmente, o Campeonato Brasileiro é disputado em diversas categorias: Masculino (Série A, Série B, Série C e Série D), Feminino (Feminino, Feminino A1 e Feminino A2) e Categorias de Base (Aspirantes, Sub-20 e Sub-17). 
  2. O primeiro gol da história do Brasileirão foi marcado por Dino Sani, do São Paulo
  3. Em 1987, houve duas edições do Campeonato Brasileiro: uma organizada pela CBF e outra pela Liga dos Clubes. 
  4. Apenas quatro times venceram o Brasileirão de forma invicta: Internacional, Corinthians, Palmeiras e Flamengo
  5. Zico é o único jogador a ser eleito o melhor do Brasileirão por três anos consecutivos. 
  6. Em 2017, o Corinthians quebrou o recorde de maior invencibilidade em uma única edição do Brasileirão, com 34 jogos sem perder. 
  7. O Brasileirão ficou em segundo no ranking de Melhores Ligas Nacionais do Mundo em 2019. 
  8. São Paulo é o estado com mais títulos no Brasileirão, com 32 vitórias. 
  9. Times do Rio de Janeiro venceram o Brasileirão 16 vezes. 
  10. Santos, Flamengo e São Paulo nunca foram rebaixados no Brasileirão
  11. O atual sistema de pontos corridos foi adotado em 2003. 
  12. A final do Brasileirão de 2000 foi disputada apenas no ano seguinte. 
  13. A Copa João Havelange foi a denominação dada pelo Clube dos 13 ao Campeonato Brasileiro de Futebol de 2000, em homenagem ao ex-presidente da CBF e da FIFA João Havelange. 
  14. Em 1979, o Internacional foi o primeiro invicto da história do torneio. 
  15. O Campeonato Brasileiro de Futebol é considerado o melhor da América do Sul pela IFFHS (Federação Internacional de História e Estatísticas do Futebol). 

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