Será que o Mundo Árabe vai virar uma potência no futebol? 

Com cifras astronômicas, os clubes árabes podem alterar a geografia do futebol.

Após incríveis 14 temporadas, Benzema se foi do Real Madrid. O destino foi o Al-Ittihad, da Arábia Saudita. Com 35 anos, não é de se espantar que o atacante francês escolheu um centro periférico endinheirado do futebol para encerrar a sua carreira, afinal isso é comum no esporte. O que realmente espanta são as cifras: o jogador receberá cerca de 172 milhões de libras por temporada, mais ou menos 1 bilhão de reais, um valor sem paralelo na história de qualquer modalidade.  

Benzema se junta a outras estrelas do futebol que também rumaram em direção a clubes sauditas. Cristiano Ronaldo e Kanté são dois dos maiores expoentes deste movimento migratório.  

As cifras assustam. Todos esses jogadores irão receber salários astronômicos, tão altos quanto o PIB de alguns países. Isso levanta uma questão: essa quantidade de dinheiro poderia transformar as ligas do Mundo Árabe em potências futebolísticas, capazes, inclusive, de cooptar não apenas jogadores em fim de carreira, mas jovens talentos que hoje escolheriam a Europa?  

Há quem ache que não. A exemplo da China, que há alguns anos também seduziu estrelas para o seu futebol com altos salários, a Arábia Saudita não possui uma grande tradição no esporte. E da mesma forma que ocorreu com a liga chinesa, é provável que os times árabes só consigam atrair jogadores sem espaço na Europa e que, em pouco tempo, o modelo de altos vencimentos não seja sustentável a longo prazo.  

Porém, também existe a corrente que acredita que dessa vez é diferente. Embora os times chineses tenham chegado com grandes quantias monetárias, os clubes árabes elevaram isso a outro patamar. Os salários pagos agora são de um nível nunca antes visto, e é difícil imaginar algum jogador, seja ele iniciante ou veterano, que não se abale diante deles.  

Ainda não sabemos qual é o futuro do futebol e se as ligas árabes emergentes irão alcançar algum grau de protagonismo, mas não seria tão surpreendente se, sob essa enorme montanha de dinheiro, a geografia futebolística se alterasse radicalmente.  

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