Relembre a Copersucar-Fittipaldi, a primeira e única escuderia brasileira na Fórmula 1

Relembre a Copersucar-Fittipaldi, a primeira e única escuderia brasileira na Fórmula 1

Você sabia que existiu uma escuderia brasileira na Fórmula 1? É isso mesmo, em 1975, o país lançava a sua primeira e única escuderia, a Copersucar-Fittipaldi. 

Todo mundo sabe que a Fórmula 1 se transformou na maior categoria automobilística de todo o mundo, recheada de muita história, grandes pilotos, pistas icônicas, escuderias lendárias e dezenas de pilotos brasileiros inesquecíveis em seus mais de 70 anos de existência.

Porém, o que nem todos sabem é que o Brasil já produziu algo além de pilotos. Descubra essa incrível história da equipe brasileira da F1:

A história da Copersucar-Fittipaldi 

Apesar do nome, que pode confundir, inicialmente o desenvolvimento da ideia da escuderia não teve participação direta do lendário Emerson Fittipaldi, mas sim de seu irmão mais novo, Wilsinho Fittipaldi Jr., que começou a idealizar o projeto em 1973. 

Após dois anos de intenso trabalho, em que os responsáveis pelo empreendimento batalharam arduamente para trazer investidores e bons profissionais para o projeto, a montadora finalmente saiu do papel. Com apoio financeiro da cooperativa brasileira de açúcar Copersucar, em 1975 a escuderia colocou nas pistas o seu primeiro carro, o Copersucar-Fittipaldi. 

A corrida inaugural foi no GP da Argentina, mas o resultado decepcionou: Wilsinho, que havia se classificado apenas em último lugar na prova qualificatória do dia anterior, viu a manga do eixo queimar e o carro pegar fogo. 

A primeira temporada da escuderia não foi boa, com o time brasileiro terminando o campeonato com a pontuação zerada. 

Emerson Fittipaldi entra em cena

Em 1976, a Copersucar-Fittipaldi contou com uma boa novidade em seu grid. Emerson Fittipaldi, já bicampeão na época, rompeu com a McLaren e migrou para a escuderia de seu irmão. Com Emerson guiando o carro, a Copersucar-Fittipaldi atingiu resultados melhores, somando três pontos nos GPs da temporada, além de atingir o 11º lugar no Campeonato de Construtores. 

Mas foi em 1978 que a Copersucar atingiu o seu melhor momento na Fórmula 1. Foi nesse ano que a escuderia conseguiu chegar ao seu primeiro pódio, no GP do Brasil, no Rio de Janeiro, quando Emerson terminou a corrida em segundo lugar. No final da temporada, a Copersucar-Fittipaldi somou 17 pontos e terminou o Campeonato de Construtores em 7º lugar, à frente de gigantes como McLaren e Renault. 

O fim da escuderia

Depois da boa temporada anterior, em 1979 as coisas começaram a piorar para a escuderia brasileira. Buscando investir ainda mais no projeto, a equipe decidiu construir um novo carro para o novo ano. 

O resultado foi desastroso para a companhia. O automóvel, que custou cerca de US$ 3 milhões, decepcionou e levou a escuderia a uma temporada pior do que a anterior, com apenas um ponto somado e o 12º lugar no Campeonato de Construtores. Com o fiasco, a Copersucar decidiu encerrar o patrocínio ao fim daquele ano. 

Sem a cooperativa para dar apoio financeiro, a escuderia trouxe a Skol para ser a nova patrocinadora e, em 1980, surgiu a novíssima Skol-Fittipaldi. 

Apesar de uma temporada melhor do que a anterior, a equipe brasileira já estava completamente endividada e, em 1981, não pontuou no campeonato. Em 1982, já falida, a escuderia chegou ao fim, mas não sem antes deixar uma trajetória memorável, com 104 GPs e 44 pontos somados. 

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