Por que o Brasil tem menos títulos da Copa América do que a Argentina? 

A Copa América é a competição continental de seleções mais antiga ainda jogada, porém o Brasil demorou para levar essa competição à sério. Entenda como isso prejudicou a seleção.

A Copa América é a competição continental de seleções mais antiga ainda jogada e tem Uruguai e Argentina como as maiores vencedoras do continente, com 15 e 14 títulos, respectivamente, enquanto o Brasil tem nove títulos até agora.  

Entenda a trajetória do Brasil na competição, como o país deixou de participar de várias edições e como o racismo atrasou a evolução do futebol brasileiro.  

Mas antes, veja o ranking de títulos do torneio: 

Uruguai: 15 títulos (1916, 1917, 1920, 1923, 1924, 1926, 1935, 1942, 1956, 1959 (edição do Equador), 1967, 1983, 1987, 1995, 2011) 

Argentina: 15 títulos (1921, 1925, 1927, 1929, 1937, 1941, 1945, 1946, 1947, 1955, 1957, 1959 (edição da Argentina), 1991, 1993, 2021) 

Brasil: 9 títulos (1919, 1922, 1949, 1989, 1997, 1999, 2004, 2007, 2019) 

Chile: 2 títulos (2015, 2016) 

Peru: 2 títulos (1939, 1975) 

Paraguai: 2 títulos (1953, 1979) 

Colômbia: 1 título (2001) 

Bolívia: 1 título (1963) 

O pioneirismo de Argentina e Uruguai no futebol 

Argentinos e uruguaios começaram primeiro a se desenvolver no futebol. Em 1916, já com a seleção brasileira criada, veio a primeira Copa América, na Argentina, onde o Uruguai sagrou-se campeão. O Brasil não tinha treinador nessa pioneira disputa, e o mesmo se repetiria no ano seguinte, quando a seleção perdeu de 4 a 2 da Argentina e de 4 a 0 do Uruguai. 

Brasil ausente em várias edições da Copa América 

O Brasil demorou para levar a competição continental a sério e deixou de participar de um número considerável de edições da Copa América, ausentando-se em dez delas. Existem episódios específicos que justificam a ausência brasileira, como a não participação da Seleção em partidas internacionais por conta de uma confusão na decisão do campeonato de 1925. Mas, no geral, a ausência do Brasil se explica pela incapacidade da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) em controlar as brigas entre as federações. 

O racismo e rixas atrasaram a evolução do futebol no Brasil

Em 1921, na primeira conquista da Argentina, o Brasil mais uma vez levou para a Copa América uma equipe sem negros, prova da elitização e do preconceito em torno do futebol à época no país. Esse fator enfraquecia a seleção, que por racismo deixava de levar jogadores que fariam a diferença no campo.  

O caos entre as federações era outro fator que deixava o Brasil em desvantagem. Em 1923, por exemplo, após divergências entre cariocas e paulistas, o Brasil foi representado por um time bem enfraquecido e perdeu todos os jogos.  

Além disso, devido a uma política de isolamento da então CBD, o Brasil ficaria fora das quatro edições da Copa América. Foram 12 anos sem jogar a competição, período em que a Argentina e o Uruguai ganharam mais dois títulos cada. A seleção brasileira disputava as Copas do Mundo, mas não o torneio continental e isso só mudou em 1937. 

A consolidação do Brasil na Copa América 

O Brasil só passou a levar a sério mesmo a Copa América nos anos 1990. E é claro que, atualmente, a equipe brasileira tem se consolidado como uma das favoritas para levantar a taça em todas as edições do torneio. 

Os jogadores brasileiros que atuam no exterior têm um papel fundamental no sucesso da seleção na Copa América. Além disso, a Copa América tem se mostrado uma grande vitrine para jogadores em ascensão no cenário internacional. 

Com uma equipe forte e bem treinada, além do apoio dos torcedores brasileiros, a seleção tem tudo para continuar brilhando nos gramados do continente sul-americano. 

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