Por que o Brasil tem menos Libertadores do que a Argentina? 

Durante muito tempo, a Libertadores da América foi dominada pelos clubes de um único país: a Argentina.  

Os clubes brasileiros, por muito tempo, ficaram para trás na corrida pela dominância do torneio, chegando a ficar atrás inclusive do Uruguai. Até o início da década de 90, antes do São Paulo do professor Telê Santana conquistar o bicampeonato nos anos de 92 e 93, o Brasil só tinha levantado a taça do torneio 5 vezes. E isso em uma competição que surgiu em 1960.  

Mas por que o Brasil tinha tão poucos títulos na Libertadores? 

A verdade pode ser bem resumida na seguinte frase: os times brasileiros não davam importância à Libertadores

Até meados dos anos 70, só o Santos de Pelé havia conquistado o título, no bicampeonato de 62 e 63. Depois disso, o Cruzeiro foi ganhar só 13 anos depois, em 1976.  

Existem diversos motivos que explicam esse “desprezo” dos clubes nacionais pela competição continental sul-americana, que teve direito à ausência dos times do país em 3 edições: 1966, 1969 e 1970.  

Um dos motivos era o baixo retorno financeiro e técnico aos clubes. Era muito mais vantajoso às equipes brasileiras priorizar competições nacionais e até mesmo excursionar pelo mundo, como fazia o Santos do Rei. Você com certeza ouviu dizer que por muito tempo os campeonatos estaduais possuíam muito mais prestígio para nós do que uma Libertadores. Isso é verdade. Tão verdadeiro quanto é também a importância que as grandes equipes davam em viajar pelo mundo para enfrentar outros times famosos, como Real Madrid, Milan e Benfica.  

Outros fatores também devem ser levados em consideração ao tentar entender o porquê a Copa Libertadores era colocada de lado no Brasil. A direção dos clubes e a CBD (a Confederação Brasileira de Desportos, entidade que cuidava do futebol antes da CBF) entendiam que o torneio era violento e as arbitragens tendenciosas para argentinos e uruguaios, portanto era melhor não arriscar que seus melhores jogadores se machucassem e ficassem de fora das competições que realmente lhes interessavam.  

Da mesma forma, os cartolas também entendiam que a logística da Libertadores era complicada, com viagens muito longas e cansativas, que poderiam prejudicar o andamento do restante do calendário.  

Mas tudo mudou nos últimos 30 anos, quando os clubes brasileiros começaram a dar maior importância a um torneio que até então era visto como secundário. E aqui não podemos deixar de falar na importância do professor Telê.  

Como mencionamos anteriormente, até o bicampeonato são paulino o Brasil só havia levantado o caneco em 5 oportunidades. Se credita muito a essas vitórias do tricolor paulista a mudança de mentalidade dos clubes do país em relação ao torneio, e os números parecem comprovar isso. Após o bicampeonato do time de Telê em 92 e 93, o número de campeões da Libertadores que saíram do Brasil mais que dobrou e a distância dos “hermanos”, que antes parecia inalcançável, foi, pouco a pouco, se encurtando.  

A vitória são paulina, com um futebol aguerrido, ainda que plasticamente belo, foi um marco no futebol nacional. Se antes os clubes brasileiros não olhavam para a Libertadores, a ideia da dominância continental saltou aos olhos dos dirigentes, e desde então nada mais foi o mesmo na América do Sul.  

Hoje, os argentinos continuam na frente, com 25 títulos, mas parece questão de tempo pro Brasil, com 22 títulos, derrubar esse histórico.  

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