Paulistão: 4 curiosidades sobre o mais importante dos estaduais

Os campeonatos estaduais se encaminham para os términos neste início de temporada do futebol nacional. Por mais criticado que o formato possa ser (muitas vezes com razão), a verdade é que paixão é paixão: faça chuva, faça sol, lá estão os torcedores gritando, xingando e comemorando nos jogos do seu time, seja lá qual for a disputa em questão. 

Em meio aos 27 estaduais espalhados pelo Brasil, um se destaca acima dos demais: o campeonato paulista. 

Considerado o mais forte dos campeonatos regionais, o Paulistão, como é mais conhecido pelo público, reúne 4 dos maiores times do Brasil, responsáveis por nada mais nada menos do que 32 campeonatos brasileiros, 8 Copas do Brasil e 10 libertadores da América somados – isso sem falar na presença de diversos times tradicionais, mas de menor expressão no cenário atual, como Guarani, campeão brasileiro de 1978 e o Santo André, campeão da Copa do Brasil em 2004.

Ao longo dos seus 121 anos de existência, o Paulistão teve muito tempo para acumular grandes histórias para contar, afinal trata-se do campeonato mais antigo do Brasil ainda em atividade. Tradicionalíssimo, o Campeonato Paulista já reuniu grandes gênios, esquadrões inesquecíveis, muita rivalidade e polêmicas em suas 134 edições.

No post de hoje, separamos 4 curiosidades e histórias sobre o Campeonato Paulista. Bora ver? 

Moeda em pé

O mítico Leônidas da Silva, o craque do São Paulo na época.

Existe uma lenda antiga que narra a épica vitória do São Paulo Futebol Clube no Campeonato Paulista de 1943, o primeiro vencido pelo Soberano após a sua fundação como SPFC de fato. 

Conta a história que, durante uma reunião da comissão arbitral para definir o regulamento do campeonato daquele ano, os dirigentes do trio de ferro paulista discutiam os pormenores e cada pequeno detalhe de como o torneio deveria ocorrer. Após um longo tempo de debate, um dos dirigentes, querendo dar a discussão por encerrada, afirmou sarcasticamente que tudo aquilo era desnecessário: bastaria que uma moeda fosse jogada para definir o campeão.

Os demais dirigentes, achando graça na sugestão, entraram na brincadeira e definiram como seria sagrado o campeão neste caso: se desse cara, o vencedor seria o Corinthians, se a moeda caísse com a coroa voltada para o cima o Palmeiras levaria o caneco. 

Ok, mas e o São Paulo? Apelidado desde os anos 30 como o “time da fé”, graças a sua resiliência para superar enormes dificuldades financeiras, o time tricolor teria aceitado de bom grado a improvável terceira opção: seria campeão se a moeda caísse em pé. 

Neste ano, a moeda realmente caiu em pé, ao menos metaforicamente. Com um time cheio de grandes jogadores, liderados em campo pelo lendário Leônidas da Silva, o São Paulo fez uma campanha irretocável, se sagrando campeão do Paulistão de 1943 ao empatar com o Palmeiras no Pacaembu e garantir a pontuação necessária para o título. 

O conto da moeda pegou tanto que virou canônico e até hoje alusões ao episódio da moeda são feitas por torcedores e membros do clube. 

Claro que a anedota não passa de uma lenda para reafirmar uma das grandes simbologias do futebol, mas que é uma história legal não dá pra negar, né? 

Porco

Hoje um dos mascotes oficiais do Palmeiras, o Porco nem sempre foi tão bem aceito assim.

Você já deve ter se perguntado a origem no apelido “porco”, usado para se referir ao Palmeiras, finalista do campeonato deste ano. Se hoje a alcunha pegou e os próprios torcedores e clube adotaram o animal como mascote, nem sempre foi assim, já que o apelido tem origem em um acontecimento pouco amistoso nos bastidores do Paulistão. 

No Campeonato Paulista de 1969, o Corinthians era o líder da competição com uma campanha notável, quando uma tragédia se abateu sobre o Parque São Jorge, tirando o time alvinegro do seu estado de graça: a morte do lateral-direito Lidu e do ponta-esquerda Eduardo, vitimados por um acidente de carro ao voltarem de uma comemoração pelo bom momento do time. 

O Timão, então, precisava inscrever dois jogadores para substituí-los na equipe. Para isso, precisava da unanimidade dos integrantes da FPF, entre eles os dirigentes dos clubes. 

Na reunião extraordinária realizada para debater a possibilidade de mais duas novas inscrições no lado corintiano, todos votaram a favor, exceto um: José Gimenez Lopez, o diretor de futebol palmeirense à época, que foi contra a decisão, embargando a escolha dos demais. 

Conta-se que, após o episódio, o presidente corintiano Wadih Helu teria chamado o dirigente palmeirense de “espírito de porco”. A partir daí os torcedores corintianos começaram a usar o animal para provocar a torcida rival.

No final daquele Paulistão, nem Palmeiras nem Corinthians foram campeões. Foi o Santos de Pelé que ficou com a taça.

União Futebol Clube

Antes de ser o Santos de Pelé, o time da Vila foi por um breve momento o União FC.

Por falar no Santos, o clube iniciou a sua participação no Campeonato Paulista de 1913 e de lá pra cá só não esteve presente em 3 edições, nos anos de 1914, 1915 e 2002. 

Em 1915, o Santos desistiu de vez da competição, já que todos os jogos do Paulistão eram realizados na cidade de São Paulo, o que obrigava o time praiano a se deslocar até a capital para cumprir todos os seus jogos em um processo cansativo e custoso. 

O gigante alvinegro, então, quis participar apenas do campeonato municipal da cidade de Santos, mas não foi liberado pela APEA (Associação Paulista de Esportes Atléticos). Foi então que, para burlar a proibição, o time da vila “fundou” um novo clube, o União Futebol Clube. 

O time foi campeão do torneio municipal e voltou no ano seguinte a participar do Campeonato Paulista, novamente como o Santos que conhecemos. 

Equipes extintas

Elenco da Atlética das Palmeiras, time bicampeão paulista e extinto em 1929.

Ao longo de sua história, o Campeonato Paulista teve muitos times participantes, alguns dos quais já extintos, ao menos em seus departamentos de futebol profissional, como o Paulistano e o São Paulo Athletic Club (SPAC), que seguem como clubes sociais e com departamentos de outros esportes. 

Outros realmente deixaram de existir por completo, inclusive times campeões. É o caso de 5 clubes: a Atlética das Palmeiras (1909, 1910 e 1915), o S.C. Americano (1912 e 1913), o AA São Bento (1914 e 1925), o S.C. Internacional (1907 e 1928) e o Albion, campeão em 1933. 

O Paulistão é uma competição centenária, com muito charme e diversos mitos acumulados. Goste-se ou não, é fato que o Campeonato Paulista continua mobilizando os apaixonados torcedores ano após ano, que nunca abandonam os seus times do coração. Além disso, os estaduais são uma forma dos times tradicionais do interior mostrarem o seu futebol e de revelarem novos talentos para o cenário nacional. 

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Informações adicionais

Atual campeão: Palmeiras.
Maior campeão: Corinthians (30 títulos).
Maior artilheiro: Pelé (466 gols)
Final 2023: Palmeiras X Água Santa em dois jogos, nos dias 02 e 09 de abril. 
Premiação 2023: R$ 5 milhões

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