F1 – porque não temos mais brasileiros na Fórmula 1?

Apenas talento já não garante mais títulos, e os brasileiros ainda ocupam o terceiro lugar no ranking geral de vitórias. Venha entender!

O Brasil sempre foi um país reconhecido pelo seu talento no automobilismo, mas, nos últimos anos, a presença de pilotos brasileiros na Fórmula 1 tem sido cada vez mais rara. Atualmente, apenas um piloto brasileiro, Sérgio Sette Câmara, é piloto reserva da Red Bull Racing.  

Mesmo com o momento atual, os brasileiros ainda ocupam o terceiro lugar no ranking geral de vitórias. Então, qual é o motivo dessa diminuição de presença de pilotos brasileiros na principal categoria do automobilismo mundial? Um dos principais fatores é a complexidade e os elevados custos do esporte.  

Antigamente, era possível tentar uma carreira internacional no automobilismo com um orçamento muito menor. Hoje em dia, os custos das escuderias aumentaram significativamente, o que é um grande impedimento para muitos pilotos brasileiros. Além disso, o câmbio desfavorável e a tributação para o envio de dinheiro para fora são outros obstáculos financeiros. 

Será que falta talento? 

Na verdade, apenas o talento já não garante mais títulos. As vitórias passaram a ser resultado da combinação de uma série de fatores, onde a função da equipe ganhou importância exponencial, mesmo nas categorias de base. A má formação dos pilotos no Brasil é outro problema que contribui para essa situação. As dificuldades enfrentadas pelas equipes de F3 no país fizeram com que a competição se distanciasse muito da mesma importante categoria-escola que ainda é disputada na Europa. 

A opinião de Jackie Stewart, ex-piloto escocês três vezes campeão do mundo, adversário de Emerson Fittipaldi nos campeonatos de 1972 e 1973, também é relevante para entendermos o momento atual do Brasil na Fórmula 1: “Não ter novos campeões na F1 é uma coisa. Vejo como um fenômeno cíclico. A Alemanha não os teve também por décadas, até aparecer Michael (Schumacher). Agora, não ter pilotos na F1, dada as dimensões do Brasil, a importância de sua indústria automobilística e a paixão pelo nosso esporte, é um sinal de haver algo errado na sua formação, se é que estão sendo formados”. 

Melhores categorias de base 

A falta de uma categoria de base de nível internacional pode ser exemplificada pelo caso de Pedro Piquet, filho de Nelson Piquet. Em 2014 e 2015, Pedro foi campeão brasileiro de F3, com várias vitórias em cada temporada. Em 2016, ele foi competir na F3 europeia, mas não conseguiu um pódio em 30 corridas, terminando apenas em 19º no campeonato. Isso mostra como a F3 brasileira não está no mesmo nível da categoria-escola disputada na Europa. 

Em resumo, a falta de presença de pilotos brasileiros na Fórmula 1 se deve a uma combinação de fatores, incluindo a complexidade e os elevados custos do esporte, a má formação de pilotos e a falta de apoio das equipes brasileiras. Para reverter essa situação, é preciso investir na formação de pilotos desde as categorias de base, além de incentivar a presença de novos pilotos

Aposte no Joga Junto

Gostou desse conteúdo? Então aproveite e visite o Joga Junto e se divirta com apostas esportivas, jogos de cassino e muito mais. Joga Junto, nossa aposta é você!

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *