Entenda o que é o Dinizismo 

Apesar das inúmeras críticas, há quem esteja empolgado para ver o Dinizismo sendo aplicado na Seleção. Mas você sabe o que é isso?

Fernando Diniz é o novo técnico da Seleção Brasileira. O mineiro, de 49 anos, será o responsável por comandar o time brasileiro por cerca de um ano até a chegada do italiano Carlo Ancelotti.  

Apesar das muitas críticas, há quem esteja empolgado para ver o Dinizismo sendo aplicado na Seleção. Mas você sabe o que é esse tal de Dinizismo? 

Futebol Posicional x Futebol Funcional 

Você já deve ter ouvido falar muito de “futebol posicional”. Grosso modo, o futebol posicional é um estilo de jogo em que os jogadores estão distribuídos em campo e devem guardar a sua posição, sem alterar a estrutura tática: o lateral-esquerdo fica na lateral-esquerda, o primeiro volante não sai muito do seu espaço e o ponta-direita vai ficar ali, na direita. Este tipo de futebol é orientado através do espaço e é muitas vezes muito mais restrito por obediências táticas, com um controle maior das ações dos atletas. 

Já o futebol funcional é também muitas vezes chamado de relacionismo ou aposicional. É com ele que o Dinizismo trabalha. Nele, os jogadores se aproximam a todo instante para criar relações entre si. No jogo funcional, as posições não são guardadas, e é comum vermos um ponta-esquerda, por exemplo, flutuando até o outro lado para trocar passes com os seus companheiros.

No estilo funcional, podemos observar também assimetria: sempre um lado do campo terá uma quantidade maior de atletas reunidos, onde eles trocam passes e se “relacionam” entre si. Neste modo de jogar o futebol, há menos controle e muito mais caos e imprevisibilidade.  

Volta às raízes 

O jogo funcional não é novo para o Brasil, muito pelo contrário. Novo, talvez, seja apenas o nome e o fato de estarmos debatendo sobre ele; este estilo de jogo dialoga diretamente com a raiz do futebol brasileiro, que sempre valorizou o talento individual e a relação entre os craques que aqui surgiram. O próprio Fernando Diniz teoriza que o futebol brasileiro sempre jogou desta forma, mas acabou se rendendo à “europeização” ao adotar as modernidades que o velho continente desenvolveu para suplantar o nosso talento natural, diluindo o que tínhamos de melhor. Por isso, ele acredita que precisamos voltar às raízes históricas do nosso futebol se quisermos voltar a vencer.  

Foi com o estilo de jogo funcional que o Brasil virou o Brasil no futebol. O “Jogo Bonito”, termo que sempre foi associado ao nosso futebol, surgiu por meio da plasticidade com a qual a Seleção Brasileira sempre jogou: por meio do toque de bola, dos dribles, o caos e a criatividade. A partir do momento em que abandonamos a nossa essência e começamos a jogar como os europeus, não só deixamos de ganhar, como também o mundo perdeu parte da admiração por aquela camisa amarela.  

O Dinizismo é, portanto, um resgate do nosso futebol. É unir as demandas do futebol moderno às qualidades inerentes dos atletas brasileiros para competir e ser superior.  

Diniz é um técnico com convicções fortes, alguém que não abre mão dos seus ideais. Ainda não sabemos como Fernando Diniz vai se sair como técnico da Seleção, mas é possível cravar que veremos o Dinizismo ser implementado no time brasileiro. Se vamos vencer ou não é questão de tempo para ver. Mas uma coisa é certa: não será possível reclamar que não estamos jogando como o Brasil. 

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