Copa do Mundo Feminina: 5 motivos para a falta de mundiais do Brasil

Apesar de já ter participado das oito edições do torneio, a seleção ainda não conquistou a tão sonhada taça.

A seleção brasileira de futebol feminino ainda não conquistou a tão sonhada taça da Copa do Mundo, e isso se deve a uma série de fatores evolutivos. Apesar do crescimento notável ano após ano, a equipe ainda enfrenta desafios em relação às outras seleções e, principalmente, em comparação ao time masculino que também veste a amarelinha.

Neste artigo, apontaremos alguns dos motivos que podem ter afastado as meninas do ponto mais alto do pódio na histórica Copa do Mundo Feminina.

1. História recente do futebol feminino

A modalidade feminina certamente sofreu com o processo de desenvolvimento tardio em comparação com o futebol masculino. Um exemplo marcante desse abismo entre as duas, é a demora na oficialização de eventos voltados ao jogo entre mulheres. A Copa do Mundo Feminina, por exemplo, só foi realizada a partir de 1991, enquanto o torneio masculino existe desde 1930. As equipes masculinas tiveram muito mais tempo para se desenvolver e estabelecer relevância e sucesso histórico no esporte.

2. Falta de investimento e infraestrutura

O investimento no futebol feminino ainda é relativamente inferior quando comparado ao masculino. Esse quadro afeta diretamente as condições de infraestrutura disponíveis para as profissionais da bola: número de centros de treinamento, equipe técnica e patrocínios. Enquanto as brasileiras sofrem com essa deficiência, seleções que possuem maiores investimentos e visibilidade ganham vantagem competitiva significativa na corrida por títulos.

3. Concorrência internacional

O futebol feminino está cada vez mais acirrado. Países como os Estados Unidos, Alemanha, Noruega, Suécia e Japão, com tradição consolidada no esporte e bons resultados em competições, estão constantemente disputando títulos. Não é à toa que possuem históricos de sucesso nas oito edições da Copa do Mundo Feminina da FIFA.

Essa trajetória de êxito é atribuída, em grande parte, ao alto nível técnico das equipes, que são bem estruturadas e recebem maior visibilidade e apoio de suas federações. Essas nações se beneficiam de uma base sólida de jogadoras, descobertas e desenvolvidas com maiores incentivos, o que favorece o crescimento de talentos e a formação de times ainda mais competitivos.

4. Desenvolvimento do futebol feminino no país

Apesar de ser popular no Brasil, o futebol feminino demorou para receber a devida atenção. A falta de estrutura sólida na base e a ausência de campeonatos nacionais fortes nas décadas passadas, impactaram a formação e a evolução de profissionais de alto nível. A diferença de remuneração entre atletas masculinos e femininos ainda é muito grande, o que também pode afastar jovens promissoras da atuação na modalidade.

5. Necessidade de incentivo

Para que a seleção brasileira feminina alcance níveis de sucesso semelhantes aos da equipe masculina, é necessário um aumento significativo de investimento e incentivo. Isso inclui o apoio da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), maior evidência para competições nacionais e oportunidade de desenvolvimento para as jogadoras. Mais do que isso, são necessárias mudanças estruturais para fortalecer e incentivar a prática do esporte pelas mulheres.

Mesmo com tantos poréns, o histórico feminino na Copa do Mundo inclui momentos memoráveis. Em 2007, a seleção conquistou o segundo lugar após vencer a fortíssima seleção norte-americana — que já havia sido tetracampeã — nas semifinais.

Após perderem para a Alemanha na final, as jogadoras fizeram um apelo emocionante ao subirem ao pódio, exibindo uma mensagem escrita em uma fronha: “Brasil, precisamos de apoio”. A atenção voltou-se aos homens que comandavam a gestão de futebol da CBF, exigindo que investissem mais no futebol feminino.
Para a edição de 2023, as expectativas são boas. A nona Copa do Mundo Feminina, que será sediada no Catar, adotará um formato de competição idêntico ao do torneio masculino, com a participação de 32 equipes e ampla cobertura do evento. Essa é uma oportunidade para os brasileiros apoiarem um esporte que está em constante crescimento ao redor do mundo. Segundo a FIFA, o número de ligas femininas com patrocinadores principais aumentou de 11 para 77% após 2021. Esperamos que esses números continuem a crescer.

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