Como surgiu a rivalidade Brasil e Argentina 

Mais do que meros vizinhos, eles são nossos “hermanos” e rivais.

Mais do que meros vizinhos, eles são tratados – com certo tom de deboche, é claro – como nossos hermanos. Taxados às vezes de arrogantes, antipáticos ou grosseiros, os argentinos dificilmente passam despercebidos diante dos brasileiros. A sensação que dá é a de que amamos odiar os argentinos – ou de que odiamos amá-los. 

Dessa “antipatia” simpática entre os dois povos, nasceu uma rivalidade imensa no futebol, o esporte mais popular nos países. Sempre queremos ganhar, mas sabemos que, quando é da Argentina, é muito melhor.  

Mas de onde será que surgiu essa rivalidade futebolística?  

As origens da rivalidade Brasil e Argentina 

Ouvido pela BBC, o historiador Boris Fausto acredita que a disputa entre os dois países começou bem antes do futebol, embora o motivo também seja por uma questão de dominância. Se hoje em dia há uma “briga” pela hegemonia futebolística da América, no século XIX havia pelo poder político-econômico, quando as duas nações concorriam pela liderança da América do Sul.  

Essa tensão entre os dois países teve o seu ápice durante a Guerra da Cisplatina, entre os anos de 1825 a 1828, que opôs o Brasil e as Províncias Unidas do Rio da Prata, que viriam, no futuro, a se tornarem a Argentina

Após a guerra, a desconfiança mútua continuou, se alastrando para as sociedades.  

Os brasileiros, ainda hoje, consideram que os argentinos são arrogantes e que exibem certo sentimento de superioridade. Embora não seja de modo algum generalizado, também não é incomum presenciarmos casos de racismo sendo cometidos por uma minoria de argentinos ao se referirem aos brasileiros como “macacos”, o que ajuda a acirrar possíveis inimizades. Como dissemos, não podemos colocar nas costas de todo um país algo que apenas uma parcela dela faz, mas fato é que esse tipo de coisa não ajuda a amenizar tensões.

Admiração mútua 

Apesar de tudo, como dissemos na abertura deste texto, no fundo há uma certa ligação de afeto fraternal entre os dois povos. Como dois irmãos que dividem um terreno separado por um muro, Brasil e Argentina vivem se provocando para não ter que admitir um sentimento em comum: a admiração que um sente pelo outro.  

Os brasileiros possuem, de maneira velada, um olhar de profundo respeito pela maneira do argentino amar a sua pátria, de ser fervoroso ao lutar por aquilo que defendem, e por sua veia dramática, representada pelo triste e belo tango. No futebol, adoramos a garra e a entrega dos jogadores portenhos, sempre dispostos a matar e morrer pela camisa albiceleste.  

Da mesma forma – e eles talvez não admitam -, os argentinos amam a maneira do brasileiro viver com um sorriso no rosto, nossa alegria contagiante e o jeito leve de levar as coisas no ritmo do samba, mesmo quando elas parecem difíceis. Dentro das 4 linhas, os hermanos miram de olhos arregalados para nossa ginga, o caos artístico e a habilidade única de um povo que coloca toda a sua força vital na ponta dos pés.  

No fim das contas, é isso que somos: hermanos, eternas crianças sempre dispostas a provocar e a pegar no pé um do outro só por diversão. Não medimos forças para brigarmos com tudo o que temos pela última batata frita na mesa ou pela bola sobrada dentro da área. Mas depois de um cascudo aqui e um pedido de socorro pra mãe ali, nos abraçamos, rimos e vamos jogar juntos na rua.  

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