Como ser responsável na hora de apostar? Psicólogo responde

Apostar pode ser divertido, mas é preciso ser consciente

Aprende Junto é boa ferramenta para o jogo responsável

Apostar pode ser uma atividade emocionante e divertida, mas é essencial abordá-la com responsabilidade. Para ajudar a compreender como fazer isso, conversamos com o psicólogo Rafael Oliveira para entendermos um pouco melhor o assunto. Segundo ele, existem diferentes tipos de apostadores, e cada um requer uma abordagem específica.

De acordo com o especialista, há três tipos principais de apostadores: o profissional, o recreativo e o adicto. “O apostador profissional encara as apostas como um trabalho, conhecendo os riscos envolvidos e estabelecendo horários para suas sessões de apostas. Ele compreende que nem todos os dias serão bons, assim como acontece em qualquer ocupação. A responsabilidade é fundamental para manter sua saúde e qualidade de vida, assim como a das pessoas ao seu redor”, explica Oliveira.

Por outro lado, o apostador recreativo vê as apostas como um passatempo ocasional. Ele reserva uma quantia específica de dinheiro para suas apostas e encara isso de forma mais casual.  “Para o apostador recreativo, a responsabilidade reside na forma como encara a aposta. Trata-se de um passatempo que ele faz de vez em quando, para a qual reserva algum dinheiro. Nesta casualidade, não há nenhum compromisso sério, e ganhando ou perdendo, nenhum prejuízo será tão significativo ou impactante”, comenta.

No entanto, o especialista alerta que é importante ficar atento aos sinais de que alguém está desenvolvendo um problema com apostas. Amigos e familiares costumam notar esses sinais antes da própria pessoa. Mudanças comportamentais, como isolamento social, baixa autoestima, descuido com a aparência e afastamento das responsabilidades diárias, podem indicar um problema. O próprio indivíduo com problemas de apostas também pode apresentar sintomas como insônia, culpa intensa, endividamento e afastamento de pessoas próximas. “Se você já vivenciou ou vivencia situações destrutivas como essas, você não está apostando de forma responsável, e provavelmente precisa de ajuda para lidar com isto”, explica Oliveira.

Apostas e emoções negativas

Lidar com as emoções negativas associadas às apostas é outro aspecto importante. O especialista explica que as emoções desconfortáveis não são necessariamente negativas, mas são respostas naturais do nosso corpo a situações estressantes. É crucial aprender a reconhecer e permitir que essas emoções ocorram, em vez de buscar nas apostas uma forma de evitá-las. 

Recorrer às apostas para suprimir emoções pode criar um ciclo vicioso, onde o alívio temporário é seguido por mais frustração. “Muitas vezes, as pessoas buscam na própria aposta uma forma de compensar, remediar, atenuar ou ofuscar a presença de emoções desconfortáveis. E aí há um grande problema! Porque, às vezes, eles conseguem, e esse alívio recompensador, apesar de temporário, o faz apostar mais, até que encontrem novamente a frustração e nesses casos ela vem com ainda mais intensidade, pois, acompanha uma esperança efêmera de que em algum momento ele ganhará a aposta novamente, e com aquele dinheiro resolverá todos os seus problemas. Mas esta, é só mais uma expressão da anulação da própria vontade”, explica.

Qual é o papel da gestão do tempo nas apostas responsáveis?

A gestão do tempo também desempenha um papel fundamental na prática responsável de apostas. Os apostadores profissionais são habilidosos em gerenciar seu tempo, equilibrando as apostas com suas outras responsabilidades diárias. Por outro lado, os apostadores adictos podem ter dificuldades nesse aspecto, pois o vício pode consumir seu tempo e prejudicar sua organização.

Gerir o tempo pode ser decisivo para se reconhecer os apostadores profissionais dos apostadores adictos. O primeiro sabe bem quando começar, quando continuar e quando parar. Se sabe gerir o tempo, dá conta de seus afazeres diários, de suas demandas afetivas, e não se desorganiza frente às pressões da vida. O segundo é totalmente o oposto. Quando se tem dívidas, tantos placares para monitorar, tanta culpa por estar perdendo dinheiro, e ao notar o afastamento de entes queridos e o esvaziamento que vem com tudo isto, fica extremamente complicado notar o tempo, tampouco, geri-lo”, explica o psicólogo. 

Como posso jogar com responsabilidade?

Então, como se proteger contra o vício? O especialista enfatiza que não existe uma fórmula infalível, pois os vícios são influenciados por fatores biológicos, psicológicos e sociais. No entanto, buscar o autoconhecimento, reconhecer limitações, lidar com desequilíbrios emocionais e fortalecer a vontade são passos importantes. Para aqueles que já estão enfrentando um vício, buscar a ajuda profissional de um psicólogo pode ser crucial para superar os desafios, fortalecer a autoestima, identificar gatilhos, planejar a rotina de forma mais eficiente e tomar decisões mais saudáveis.

“Há componentes psicológicos, subjetivos e ligados à percepção de cada indivíduo sobre a sua experiência existencial. E há fatores sociais, ligados ao nosso tempo histórico, interações que fizemos ao longo da vida, e as marcas que estas interações nos deixaram. Para quem não se descobriu ainda viciado em algo, sugiro que busque autoconhecimento, conheça suas limitações, entre em contato com seus desequilíbrios, e aproprie-se de suas emoções”, explica Oliveira.

“Contudo, se você já possui um vício, e deseja se proteger, o autoconhecimento também é um caminho possível. A ajuda profissional de um psicólogo poderá: Fortalecer sua autoestima; identificar os seus gatilhos; restabelecer e fortalecer sua vontade; planejar melhor sua rotina; reconhecer melhor suas próprias emoções e com isto, você fará escolhas melhores”, finaliza o psicólogo.

Portanto, ser responsável ao apostar envolve entender os diferentes tipos de apostadores, reconhecer os sinais de um problema, lidar com as emoções negativas, gerir o tempo adequadamente e buscar ajuda profissional quando necessário. Ao adotar uma abordagem consciente, é possível desfrutar das apostas de forma saudável e evitar os riscos associados ao vício.

No final das contas, apostar de forma responsável é um equilíbrio entre o entretenimento e o cuidado consigo mesmo.

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