Clubes Brasileiros se Transformam em SAF para Enfrentar Crises Financeiras

Sociedade Anônima do Futebol é vista como um mecanismo para resgatar clubes tradicionais à beira da falência.O Brasileirão 2023 trouxe mudanças significativas para o futebol brasileiro: com a adoção oito dos 20 clubes que disputam a Série A, ou seja, 25% do total, migraram do modelo associativo sem fins lucrativos para o empresarial da SAF.

Bahia, Botafogo, Cruzeiro, Cuiabá, Vasco,Coritiba, Red Bull Bragantino e Atlético Mineiro, todos com dívidas vultosas, buscaram na SAF uma oportunidade de enfrentar crises financeiras e se tornarem mais competitivos.

Essa mudança estrutural gerou grande entusiasmo entre os torcedores desses clubes, ansiosos para escapar das agruras causadas por gestões desastrosas, que levaram a rebaixamentos e problemas financeiros.

O Brasileirão 2023 trouxe mudanças significativas para o futebol brasileiro: com a adoção oito dos 20 clubes que disputam a Série A, ou seja, 25% do total, migraram do modelo associativo sem fins lucrativos para o empresarial da SAF. 

Bahia, Botafogo, Cruzeiro, Cuiabá, Vasco, Coritiba, Red Bull Bragantino e Atlético Mineiro, todos com dívidas vultosas, buscaram na SAF uma oportunidade de enfrentar crises financeiras e se tornarem mais competitivos.

Essa mudança estrutural gerou grande entusiasmo entre os torcedores desses clubes, ansiosos para escapar das agruras causadas por gestões desastrosas, que levaram a rebaixamentos e problemas financeiros. 

Uma forma de salvação

A SAF é vista como um mecanismo para resgatar clubes tradicionais que estavam à beira da falência e tornar o Campeonato Brasileiro uma liga mais forte e sustentável. Ela oferece uma carga tributária menor e possibilita um ambiente mais competitivo para as equipes.

No entanto, nem todos os clubes estão buscando a transformação em SAF. Palmeiras e Corinthians, com suas finanças equilibradas, descartam essa opção, preferindo manter o controle de suas instituições sem um dono majoritário.

Enquanto alguns clubes já realizaram a mudança e outros estão em processo de transição, essa nova realidade do futebol brasileiro traz questionamentos sobre como as SAFs lidarão com os desafios e se conseguirão, de fato, resgatar essas agremiações das crises financeiras e trazê-las de volta à rota das glórias e conquistas. Os torcedores terão que aprender a apreciar não apenas os resultados em campo, mas também as mudanças estruturais que podem garantir um futuro mais próspero para seus clubes do coração.

Times do Brasileirão que aderiram ao modelo de SAF

Abaixo estão os clubes brasileiros que optaram por virar SAF:

Bahia

O Bahia foi adquirido pelo City Football Group, o mesmo conglomerado que é proprietário do Manchester City, um dos clubes mais famosos do futebol mundial. A mudança para SAF visa aliviar as dívidas e impulsionar o clube para competir em alto nível.

Botafogo

O Botafogo é agora comandado pelo magnata americano John Textor, que adquiriu 90% das ações da SAF do clube. A transformação em SAF é uma tentativa de resolver os problemas financeiros e resgatar o prestígio do clube carioca.

Cruzeiro

O Cruzeiro foi o primeiro grande clube brasileiro a migrar para o modelo de SAF. O ídolo Ronaldo Fenômeno detém 90% das ações do clube, e a mudança visa reconstruir a instituição e colocá-la novamente no caminho das vitórias.

Cuiabá

O Cuiabá já funcionava como clube-empresa antes da criação da SAF e, assim que a legislação permitiu, se tornou oficialmente uma SAF. A família Dresch, dona da indústria de borracha Drebor, está à frente do clube mato-grossense.

Vasco

O Vasco fechou acordo com o grupo americano 777 Partners, que adquiriu 70% das ações do clube. Além disso, o grupo se comprometeu a investir até R$ 700 milhões e assumir R$ 700 milhões em dívidas da agremiação, buscando melhorar a infraestrutura e garantir um futuro mais estável para o clube.

Coritiba

O Coritiba foi mais um dos clubes brasileiros a aderir à Sociedade Anônima do Futebol (SAF) com a venda de 90% das ações à Treecorp Investimentos por um valor expressivo de R$ 1,1 bilhão. Com a transação concretizada, a empresa passa a ser responsável pela gestão do futebol do clube paranaense.

Red Bull Bragantino

O Bragantino, adquirido pela Red Bull em 2019, tornou-se uma empresa de futebol e tem apresentado excelentes resultados em campo. Através de uma profunda remodelação, o clube alcançou estabilidade financeira. A Red Bull é uma empresa experiente na administração de clubes de futebol, sendo proprietária do Red Bull Salzburg (Áustria), New York Red Bulls (Estados Unidos) e RB Leipzig (Alemanha).

Atlético-MG

O Atlético-MG deu um passo importante na sua reestruturação ao aprovar no dia 20 de julho a conversão do clube para uma Sociedade Anônima do Futebol (SAF) e também a venda de 75% da SAF. A Galo Holding, liderada pelos “4 R’s” que já investem no clube há anos, adquiriu a maioria das ações (75%) ao custo de aproximadamente R$ 913 milhões. O grupo assumirá todas as dívidas do Atlético-MG e fará um aporte de R$ 600 milhões, além de amortizar os empréstimos feitos pelas famílias Menin e Guimarães. Em contrapartida, a Galo Holding ficará com o CT do clube e a recentemente inaugurada Arena MRV.

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