Além de Diniz: outros técnicos que se dividiram entre clube e seleção 

Apesar de polêmica, situação não é novidade no futebol brasileiro e mundial.

Fernando Diniz foi anunciado como o novo técnico interino da Seleção Brasileira. Enquanto Carlo Ancelotti não chega para comandar o Brasil, Fernando será o responsável por preparar a transição para o italiano.  

Embora a escolha tenha sido naturalmente polêmica, um aspecto do acordo adicionou uma pimenta a mais. Para trabalhar na Seleção, Diniz não abandonou o seu trabalho no Fluminense, como é costume em casos como esse, mas passou a conciliar os dois cargos de maneira simultânea. 

Apesar da estranheza, o fato não é novo na história do futebol e nem mesmo da Seleção Brasileira. Relembre 2 casos no exterior e 2 no Brasil em que isso aconteceu. 

Alex Ferguson

O lendário Sir Alex Ferguson no banco da seleção escocesa.

Fora do Brasil, o lendário Sir Alex Ferguson já esteve nesta posição. Entre 1985 e 86, o técnico treinou o Aberdeen, da Escócia, ao mesmo tempo em que comandou a seleção escocesa de futebol.  

SAF era integrante da comissão técnica do time nacional, mas herdou o posto máximo após o falecimento de Jock Stein, até então comandante da seleção da Escócia. Ferguson, então, se viu responsável por dirigir o time na Copa do Mundo de 1986, no México, mas sem grande sucesso.

O time escocês caiu em um grupo difícil, que contava com Uruguai, Alemanha Ocidental e Dinamarca, e saiu do torneio com 2 derrotas e 1 empate. 

Rinus Michels

Rinus Michels, o inventor do Futebol Total, fez história por Ajax, Barcelona e seleção holandesa.

O histórico Rinus Michels, mentor de Johan Cruijff, foi outro que acumulou funções, se dividindo entre o Barcelona e a seleção holandesa no ano de 1974.  

Rinus chegou ao Barcelona em 1971, mas só foi ganhar seu primeiro título com o time catalão em 74, justamente o ano em que também assumiu o posto de treinador da seleção neerlandesa. Enquanto liderava o time culé para o nono título de Campeonato Espanhol da sua história, o mítico técnico também encontrou tempo para assombrar o mundo inteiro com o Futebol Total praticado por sua Laranja Mecânica na Copa do Mundo de 1974

Vanderlei Luxemburgo

Em 1998, o técnico Luxemburgo dividiu o comando do Corinthians e da Seleção Brasileira.

No Brasil, a situação também não é novidade. Em 1998, Vanderlei Luxemburgo aceitou assumir a Seleção, mas exigiu que pudesse manter o seu cargo no Corinthians até o fim do ano.  

 
Dividindo o seu tempo entre time e Seleção, Luxemburgo teve um bom desempenho. Pelo Corinthians, o eterno professor ganhou o título do Brasileirão daquele ano. Ao final do ano, Luxemburgo deixou o cargo e se concentrou apenas na Seleção, onde ficou até 2000 após 34 jogos, um título de Copa América e 69,6% de aproveitamento. 

Emerson Leão

Com a saída de Luxemburgo, foi a vez de Emerson Leão dividir seu tempo entre o Sport e a Seleção.

Após a saída de Vanderlei Luxemburgo, foi a vez de Emerson Leão entrar no escrete nacional e continuar dirigindo o time do Sport, em outubro de 2000. A situação dessa vez, porém, durou menos. Em dezembro, após a eliminação para o Grêmio nas quartas de final da Copa João Havelange, Leão foi demitido do Sport e se concentrou apenas na Seleção Brasileira

Apesar disso, Leão ficou apenas 10 jogos à frente do time nacional. Depois de um simples quarto lugar na Copa das Confederações de 2001, a CBF decidiu substituí-lo do cargo por Luiz Felipe Scolari, o Felipão, que seria o técnico do time campeão da Copa de 2002

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