A curiosa história por trás do “S” do Senna em Interlagos

Ayrton Senna salvou o GP do Brasil e ainda fez homenagem a outro piloto

Largada do GP de São Paulo em 1990, com foco no S do Senna

Durante a reforma que transformou completamente o traçado do Autódromo de Interlagos, uma figura lendária do automobilismo brasileiro deixou sua marca. Ayrton Senna propôs a construção de uma curva em formato de “S” ligando a reta dos boxes à curva do sol, aprimorando o traçado original. O nome, claro, “S” do Senna, certo? Mais ou menos, porque o nome oficial dessa curva é Chico Landi, em homenagem ao primeiro piloto brasileiro a competir na Fórmula 1.

A necessidade da curva

O ano era 1989, e o autódromo de Interlagos passava por uma grande transformação com o objetivo de receber de volta o Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1, após nove anos de corridas no Rio de Janeiro. O circuito de Jacarepaguá foi descartado pela Federação Internacional de Automobilismo e o Brasil corria o risco de perder seu GP. Foi então que a prefeita de São Paulo na época, Luiza Erundina, e o presidente da Confederação Brasileira de Automobilismo (CBA), Piero Gancia, aceitaram o desafio de trazer o evento de volta para Interlagos.

A corrida contra o tempo começou logo após a decisão de realizar a prova em São Paulo. Um projeto foi elaborado e as obras foram iniciadas, mas havia um problema claro: O antigo traçado da pista, com seus 7.960 metros e adorado pelos pilotos, não atendia mais às exigências da Fórmula 1. Francisco Rosa, administrador do autódromo na época, elaborou um plano para encurtar e preservar o traçado original, mas a ideia não foi adiante. Os atuais 4.325 metros do circuito guardariam uma nova história.

Nascia o “S” do Senna

Em uma de suas visitas a São Paulo, entre uma corrida e outra, Ayrton Senna acompanhou o andamento das obras. Durante as discussões sobre como encurtar a pista, Senna sugeriu a construção de uma curva em forma de “S” que ligasse o anel externo ao miolo do circuito. A proposta foi aceita imediatamente, encurtando a pista de forma significativa.

E o piloto, modesto como era, ainda sugeriu homenagear um de seus maiores ídolos com a nova curva: Chico Landi, ex-piloto e ex-administrador do autódromo.

Uma curva icônica para um Autódromo icônico

O Autódromo José Carlos Pace, localizado no distrito de Cidade Dutra, em São Paulo, conhecido como Autódromo de Interlagos, foi inaugurado em 12 de maio de 1940. Ele sediou o Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1 de 1972 a 1977, em 1979 e 1980, e novamente de 1990 a 2019. Desde 2021, abriga o Grande Prêmio de São Paulo.

O nome tradicional do bairro e, consequentemente, do circuito, deriva da localização entre dois lagos artificiais, Guarapiranga e Billings, construídos no início do século XX para abastecer a cidade com água e energia elétrica. O nome “Interlagos” foi sugerido pelo arquiteto e urbanista francês Alfred Agache, em referência à região de Interlaken, localizada na Suíça, que significa “entre lagos”. Em 1985, o autódromo foi renomeado em homenagem ao piloto de Fórmula 1 José Carlos Pace, que faleceu em 1977. Anexo à sua construção, encontra-se o Kartódromo Municipal Ayrton Senna.

O circuito de Interlagos possui sentido anti-horário e sedia as principais competições automobilísticas do Brasil. É reconhecido internacionalmente também por receber festivais de música renomados, como o Lollapalooza e o The Town.

Pois é, o “S” do Senna salvou o GP de São Paulo e se tornou uma das curvas mais icônicas do automobilismo.

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